Grupos de Pesquisa

Grupo de Análise Fitoquímica


Histórico

O Grupo de Análise Fitoquímica (GAF) foi criado em 2002, inicialmente focalizando o estudo de produtos naturais de plantas medicinais brasileiras, visando o desenvolvimento de métodos analíticos para a padronização de medicamentos fitoterápicos. Atualmente as pesquisas do GAF também incluem o estudo de produtos naturais de plantas alimentícias (alimentos funcionais) e o desenvolvimento de métodos de análise de contaminantes orgânicos em plantas medicinais e alimentícias.

Infraestrutura

A principal técnica utilizada pelo Grupo de Análise Fitoquímica é a cromatografia líquida de alta eficiência (CLAE), disponível no IQSC-USP.
O Grupo também mantém intercâmbio com grupos de pesquisa em Universidades e em laboratórios de P&D no exterior (Bélgica, Inglaterra, Itália, Suíça) para trabalhos com a utilização de técnicas hifenadas de cromatografia líquida.

Linhas de Pesquisa

1. Estudo analítico de plantas medicinais
A década de 90 marcou a expansão internacional do uso de técnicas analíticas instrumentais (cromatografia de alta resolução - HPLC, HRGC e GC/MS, e as novas técnicas 'on-line' como a LC/MS, LC/NMR, etc.) no estudo químico de plantas, caracterizando a chamada "análise fitoquímica moderna" (em contraposição à análise fitoquímica 'tradicional', com menos ênfase ao uso de técnicas cromatográficas com enfoque analítico). No Brasil, a introdução de legislação sobre registro de medicamentos fitoterápicos, em 1995, tornou indispensável os estudos químico-analíticos de plantas medicinais utilizadas em medicamentos fitoterápicos.
A prioridade desta linha é o estudo de plantas medicinais brasileiras, de uso oficial (Farmacopéias) ou de ampla tradição etnofarmacológica. Os principais enfoques são:
- o estudo por técnicas analíticas de plantas medicinais, visando o conhecimento da estrutura dos seus constituintes químicos, com ênfase às substâncias com atividade biológica ou farmacológica;
- o estabelecimento de metodologias analíticas para identificação e/ou quantificação de princípios ativos e/ou de substâncias 'marcadoras' em plantas medicinais e medicamentos fitoterápicos
- o estabelecimento de metodologias analíticas para identificação e/ou quantificação de substâncias tóxicas endógenas ou exógenas (ex.: pesticidas) em plantas medicinais e medicamentos fitoterápicos

Uma contribuição significativa do Grupo é o estudo sistemático de três importantes plantas medicinais brasileiras: "espinheira santa", "guaco" e "maracujá". Os resultados destes estudos vem sendo amplamente divulgados (publicações científicas, apresentações em congressos, palestras, etc.) e são uma contribuição efetiva do Grupo às recentes exigências da legislação brasileira para medicamentos fitoterápicos.

2. Estudo analítico de 'alimentos funcionais'
Desde meados da década de 90, é crescente o uso de alimentos (chamados de "alimentos funcionais") para a melhoria das condições de saúde e/ou na prevenção de doenças, devido à presença de produtos naturais com atividade farmacológica. No entanto, ainda há muitas lacunas no estudo químico de vários 'alimentos funcionais', sobretudo visando a realidade brasileira (hábitos alimentares, condições de produção agrícola, etc.).
A prioridade desta linha é o estudo de plantas alimentares contendo substâncias com atividade biológica ou farmacológica, de interesse na prevenção de doenças. Esta linha de pesquisa visa:
- o estudo por técnicas analíticas de plantas alimentícias, visando o conhecimento da estrutura dos seus constituintes químicos que possam justificas o uso destas plantas como 'alimentos funcionais';
- o estabelecimento de metodologias analíticas para identificação e/ou quantificação de substâncias envolvidas na ação preventiva de doenças;

Técnicas Empregadas

Enfatiza-se o uso de técnicas analíticas instrumentais (cromatográficas, espectroscópicas ou espectrométricas), como alternativa aos métodos fitoquímicos 'convencionais" de isolamento de produtos naturais.
Complementarmente aos estudos analíticos, são realizados ensaios químicos in vitro para o monitoramento da atividade biológica (atualmente, enfatizando a atividade antioxidante) de extratos ou de preparações de interesse prático (medicinal ou alimentícia)

Grupo

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